O CANTINHO É TODO SEU
- A hora e a vez de Aiza Saionara –
O período foi de dezessete de junho a trinta de
agosto de 2005. Caiu do céu (do celestial céu dos Poetas) a oportunidade de
participarmos do curso de extensão O
texto poético: estratégias de produção. Lá estávamos nós, o grupinho até
então inseparável: Cecília, Aiza e eu. Éramos um trio. O trio “parada dura”, como
carinhosamente nos intitulávamos. O trio que topava qualquer “parada” no
engatinhar do primeiro ano do curso de Letras, na UFRN de Currais Novos – RN.
O referido curso nos contemplou com tardes de
prazer e inspiração poética. O tempo parecia ser generoso naqueles momentos. Permitia-nos
saborear cada aula e degustar a criação de nossos versos com pungente
satisfação.
Muitos detalhes visuais daquelas inesquecíveis aulas
minha memória não consegue mais enxergar (o passar dos anos deixou minhas
lembranças fatigadas...). Mas inesquecível mesmo é o poema que minha amiga Aiza
Saionara produziu no curso. Poema esse que se tornou a sua “marca registrada”. E
foi conversando com Aiza recentemente que ela me concedeu, gentilmente, a
oportunidade de reviver o poema e compartilhá-lo com você, amigo leitor.
BOA LEITURA!
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RODA-GIGANTE
(Aiza Saionara)
Roda-gigante
No instante, tudo estranho.
E do alto alucinante...
pessoas são cores.
No passo que gira
O tempo passa
feliz fico, pensando, sonhando...
Tudo gira
Eu giro, tudo se embaralha.
Já não vejo mais as cores
Do amor antigo
Que foi pelo caminho
Parou
Ficou
Acabou.
PS1.: A culminância do curso de extensão O texto poético: estratégias de produção,
foi um Sarau Poético organizado pelo professor. Naquela noite, o auditório
lotado aplaudiu freneticamente cada novo poema declamado que encontrou espaço no
terreno fértil da nossa literatura.
PS2.: Desejo que você volte a se entregar aos prazeres da
escrita literária, minha amiga Aiza.
