segunda-feira, 16 de setembro de 2013


O CANTINHO É TODO SEU
- A hora e a vez de Aiza Saionara

O período foi de dezessete de junho a trinta de agosto de 2005. Caiu do céu (do celestial céu dos Poetas) a oportunidade de participarmos do curso de extensão O texto poético: estratégias de produção. Lá estávamos nós, o grupinho até então inseparável: Cecília, Aiza e eu. Éramos um trio. O trio “parada dura”, como carinhosamente nos intitulávamos. O trio que topava qualquer “parada” no engatinhar do primeiro ano do curso de Letras, na UFRN de Currais Novos – RN.
O referido curso nos contemplou com tardes de prazer e inspiração poética. O tempo parecia ser generoso naqueles momentos. Permitia-nos saborear cada aula e degustar a criação de nossos versos com pungente satisfação.
Muitos detalhes visuais daquelas inesquecíveis aulas minha memória não consegue mais enxergar (o passar dos anos deixou minhas lembranças fatigadas...). Mas inesquecível mesmo é o poema que minha amiga Aiza Saionara produziu no curso. Poema esse que se tornou a sua “marca registrada”. E foi conversando com Aiza recentemente que ela me concedeu, gentilmente, a oportunidade de reviver o poema e compartilhá-lo com você, amigo leitor.

BOA LEITURA!
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RODA-GIGANTE
                                      (Aiza Saionara)
 
Roda-gigante
No instante, tudo estranho.
E do alto alucinante...
pessoas são cores.

No passo que gira
O tempo passa
feliz fico, pensando, sonhando...

Tudo gira
Eu giro, tudo se embaralha.
Já não vejo mais as cores
Do amor antigo
Que foi pelo caminho
Parou
Ficou
Acabou.


PS1.: A culminância do curso de extensão O texto poético: estratégias de produção, foi um Sarau Poético organizado pelo professor. Naquela noite, o auditório lotado aplaudiu freneticamente cada novo poema declamado que encontrou espaço no terreno fértil da nossa literatura.

PS2.: Desejo que você volte a se entregar aos prazeres da escrita literária, minha amiga Aiza.


EU ERA FELIZ E MAL SABIA
                                                                                             (Layze Danyelle)

2004-2008. Bons tempos de faculdade! Bons tempos em que eu era feliz, mas... pouco sabia! Por isso, não consigo mirar na menina dos olhos do tempo porque, hoje, sei que, naquela época, cabiam mais sorrisos no meu olhar, mais palavras entre o silêncio dos meus lábios; cabia uma multidão na minha solidão... Cabia muito mais do que não pude imaginar.
A bagagem de vida que carregava como estudante universitária estava mais leve do que a real força que suportaria carregar. E assim, sobraram espaços na mala. Talvez por culpa da precipitada ideia de se prevenir com tudo que me rodeava. E por se prevenir demais, sou as lembranças do que não fui...

*  *  *

2013... Olho para o tempo com olhar esquivo. Preferiria uma bagagem de vida em que eu tivesse que sentar sob a mala para o zíper fechar a uma mala vazia que, hoje, carrego pesada de recordações...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013



Há dias venho estranhando o papel. A Inspiração vem, mas as mãos travam diante das mais mirabolantes caretas que a folha em branco faz em deboche de mim. Olho para ela, as ideias fervilham na cabeça e nada de escrever!
Não bastasse a indiferença do papel, o tempo chega todo incompreensível e alheio às minhas necessidades. Vai embora tão depressa que não consigo acompanhá-lo e eu fico na mão. E na mão fica a vontade de escrever; os versos ficam no coração...
Mas eu não poderia me eximir de registrar o quanto o tempo tem sido generoso com aqueles que vêm se aventurando timidamente no universo da escrita literária. Muitos ainda não se reconhecem como escritores, ou porque a modéstia turva a própria visão, ou porque a humildade é do tamanho da timidez.
Agradeço aos que escrevem, independentemente de ansiar atingir um grande público leitor ou, simplesmente, desabafar para si mesmo o que vem do coração. E é no nosso coração que os textos alheios ganham significados, remexem nossas íntimas sensações e nos faz pintar o mundo com novas tintas...
Aos que me concederem permissão, publicarei aqui nesse blog – feito para mim e para você - os textos em prosa ou verso que sejam como uma curta ponte entre nossos corações.
A primeira a abrilhantar esse espaço, é a jovem Otaíza dos Santos Silva (17), aluna do 3º ano B (vespertino) da E.E. E. F. M. José Rolderick de Oliveira. Suas reflexões publicadas na página do facebook são verdadeiras pérolas que merecem ganhar outros espaços. Compartilho com vocês um dos textos dela.
Boa leitura!
Lembre-se: o próximo pode ser você!

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 Otaìza Silva

POR OTAÍZA SILVA

Passei dias da minha vida tentando entender coisas que pareciam sem explicação. Tentando entender atitudes e escolhas que fiz. Nunca obtive uma resposta. Procurei responder tais perguntas que teimavam em ficar no meu pensamento. Procura em vão.

Mas acho que agora encontrei o que tanto procurava: as respostas! Se fiz algo foi porque achava que era o certo!
Se errei, estava tentando acertar!
Se magoei, falei palavras que feriram, essa não foi a intenção!
É que aprendi que tenho que deixar clara minha opinião, mesmo que muitas vezes ela seja dispensável aos outros
( pois para mim é essencial ).

Uma coisa sempre tive certeza sobre mim: o igual não me chama atenção! Gosto do diferente, dos que tem opinião. Afinal, de que adianta ser só mais um? Do que adianta fazer o que todo mundo faz? Temos que fazer nossas próprias escolhas! Acertando, errando... Não importa, foram nossas!

Assim vou levando a vida,
Tentando deixar passar o que for ruim, e guardando o menor gesto de carinho que seja!